domingo, 13 de setembro de 2015

A vinda da famlia real para o Brasil


> Em 1806, com a decretação do bloqueio Continental por Napoleão Bonaparte;
> Em agosto de 1807, Napoleão ordenou a invasão a Portugal;
> As tropas invasoras chegaram às portas de Lisboa em novembro de 1807. No dia 27 desse mês, D. João e sua corte bateram em retirada, embarcados para a colônia na América;

Rio de Janeiro, sede da monarquia portuguesa (1808 – 1821)



> Enquanto Portugal permaneceu ocupada pelas tropas francesas;
> O RJ tornou – se o centro político – administrativo do Império Português;
> A família real e centenas de funcionários da corte se transferiram para o Brasil, contando com a escolta da marinha inglesa durante a viagem;
> Em, ao todo, de 12 a 15 mil pessoas, embarcadas em catorze navios escoltados por navios;
> O Brasil foi escolhido como sede da Corte por causa de seu crescimento econômico e sua posição estratégica;
> Abertura dos portos as nações amigas (janeiro de 1808);
> D. João revogou o alvará de 1785 que proibia a instalação de manufaturas e industrias no Brasil;
> Tratado de 1810:
     > 15% de impostos sobre os produtos ingleses;
     > 16% de impostos sobre os produtos portugueses;
     > 24% de impostos sobre os produtos dos demais países;
> Mudanças ocorridas no RJ com a vinda da corte;
     > Criação da Casa da Moeda e do Banco do Brasil;
     > Jardim Botânico;
     > As escolas de Medicina (RJ e BA);
     > Teatro Real;
     > Imprensa real;
     > Academia Real Militar;
     > Academia Real de Belas – Artes;
     > Biblioteca Real;
     > Museu Real;
> D. João declara guerra a França;
> Invadiu a Guiana Francesa (1809);
> Província da Cisplatina;
> D. João resolveu elevar o Brasil à categoria de Reino Unido a Portugal e Algarves;

A Revolta Pernambucana (1817)

> Em 6 de março de 1817;
> Senhores de terra, padres, diversos militares de prestigio e comerciantes participaram do movimento;
> A revolta decorreu de um conjunto de fatores, como a difusão das ideias iluministas, liberais e republicanas entre as classes dominantes da região e a insatisfação popular com o aumento dos impostos estabelecidos pelo governo para custear as invasões da Guiana Francesa e da Banda Oriental do Rio da Prata.
> No dia 8 de março, os revolucionários formaram um governo provisório, republicano, integrado por cinco membros – representando a agricultura, o comércio, a magistratura e os militares – e assessorado por um Conselho de Estado.
> Lei orgânica (inspirado na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão da Revolução Francesa);
> O movimento rebelde durou 74 dias;
> Em 19 de maio de 1817, tropas reais enviadas por mar e por terra pelo governo RJ ocuparam a capital de Pernambuco, desencadeando intensa repressão. Os principais líderes do movimento foram presos e sumariamente executados;

A Revolução Liberal do Porto (1820)



> Expulsão do exercito francês;
> A suprema autoridade passou a ser exercida por William Carr Beresford;
> Em agosto de 1820, a guarnição militar do Porto rebelou – se contra o domínio inglês;
> No dia 15 do mês seguinte, a rebelião chegou a Lisboa;
> As lideranças rebeldes constituíram então um governo provisório;
> Cortes de Lisboa → monarquia constitucional
> As Cortes determinaram o regresso de D. João VI a Portugal;
> Em abril de 1821, o rei voltou para a Europa, deixando em seu lugar o príncipe regente, D. Pedro.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Unificação italiana e alemã


Fluxo de escravos no século XVIII


Unificação da Italia


Apesar de o movimento nacionalista de Mazzini (Jovem Itália) ter sido derrotado em 1830, sua luta revolucionária continuo no exílio, na tentativa de articular a República, visando à unificação dos vários Estados peninsulares. Acompanhe o processo de unificação.
As revoltas que agitaram essas regiões em 1848 alcançaram alguns sucessos momentâneos. Partindo da Sicília, onde o Rei Fernando II foi obrigado a jurar uma Constituição, a luta contra o absolutismo se estendeu para o norte e depois para o centro da península. Veneza e Milão se revoltaram contra o domínio austríaco, incentivando o Rei Carlos Alberto do Piemonte – Sardenha, que pretendia anexar essas regiões insurretas a seus territórios, a declarar guerra à Áustria. Quase simultaneamente, Mazzini proclamou uma República na Toscana e seu movimento estendeu – se a Roma, obrigando o papa Pio IX a fugir. Em fevereiro de 1849, Mazzini conseguiu fundar a República Romana.
Esses movimentos ocorridos entre 1848 e 1849 tenderam à radicalização. Por isso a burguesia, temerosa da desordem e do ataque às suas propriedades, resolveu retirar seu apoio aos líderes populares. A divisão das forças revolucionária deu margem a que a contra – revolução se organizasse para liquidar, a partir de março de 1849, todos os focos insurrecionais da península. A Áustria retomou a região de Veneza e forçou a abdicação de Carlos Alberto do Piemonte –Sardenha em favor de seu filho, Vítor Emanuel II. Os Estado Pontifícios forma devolvidos ao papa com a ajuda de Napoleão III da França. Na Sicília, os Bourbon sufocaram a rebelião e a Constituição foi anulada.

O Reino Sardo – Piemontês

As derrotas iniciais não sufocaram a ideia de unificação na península, principalmente na única região independente de domínio estrangeiro, o Reino do Piemonte – Sardenha. Aí, onde floresciam indústrias e a economia se desenvolvia aceleradamente, a camada mais rica continuou a defender a centralização política da península, pois disso dependia a plena expansão de seus negócios. Esse grupo encontrou um aliado precioso, o Conde de Cavour, que desde 1847, através do jornal Risorgimento, defendia a unificação como a maneira de recuperar a antiga posição de destaque que os italianos desfrutaram na Antiguidade e na Renascença.
Em 1852, Cavour foi nomeado, pelo Rei Vítor Emanuel II, primeiro – ministro do Piemonte. Assim pôde pôr em prática seus planos de fortalecer o reino piemontês e subjugar as demais regiões. Internamente, iniciou uma política liberal, reformando a justiça e o exército e incentivando a economia. No plano externo, procurou bons aliados para se fortalecer e confrontar – se com a Áustria.
Analisando o panorama político internacional, Cavour optou por uma aliança com Napoleão III, de quem obteve, em janeiro de 1859, o apoio formal mediante recompensas territoriais. A guerra concretizou – se em abril, quando o Piemonte não aceitou o ultimato austríaco para desmilitarizar a fronteira com a Lombardia. Os nacionalistas italianos obteram vitórias mesmo após o imperador francês ter retirado seu apoio a Cavour, por não desejar que os Estados Pontifícios, sob sua proteção, fossem também anexados.
O armistício foi assinado em julho de 1859 e confirmado posteriormente em tratados de paz submetidos a plebiscito popular. O Piemonte ganhava a Lombardia, bem como a Toscana, a Romanha, Parma e Módena; Veneza permanecia em poder da Coroa austríaca dos Habsburgo. Nice e Savóia foram reincorporadas à França com a anuência popular.

As campanhas de Garibaldi no sul

O maior articulador da unificação no sul da Itália foi o republicano Giuseppe Garibaldi, chefe do grupo guerrilheiro dos camisas Vermelhas. Veterano de lutas no Brasil (participou da Guerra dos Farrapos, no Rio Grande do Sul), Garibaldi foi companheiro de Mazzini nas revoluções de 1830 e 1848 na Itália. Após um período de exílio, voltou à península e organizou em 1860 a insurreição no Reino das Duas Sicílias, reunindo um exército de voluntários conhecido como os Mil de Garibaldi.
Nessa região, economicamente atrasada, as lutas nacionalistas mesclaram – se às reivindicações dos camponeses, que desejavam o fim dos laços de servidão e o direito à posse de terras concentradas nas mãos de um pequeno número de aristocratas. Esses fatores combinados geraram um movimento rápido e fulminante, que provocou a queda dos governantes Bourbon.
Contudo, o sonho de Garibaldi de proclamar no sul uma República independente acabou não se concretizando. Reconhecendo o poder de Vítor Emanuel II, que já dominava todo o norte e grande parte do centro da Itália, Garibaldi entregou – lhe o reino do sul para que a unificação da península finalmente se completasse. Mediante um novo plebiscito popular, a Casa de Savóia anexou as Sicílias, restando apenas os Estados papais e Veneza para completar a centralização monárquica.

O fim do processo de unificação

Dois conflitos externos permitiram a Vítor Emanuel II completar a unificação italiana, com a anexação de Veneza e Roma.
Quando eclodiu a Guerra Austro – Prussiana, em 1866, a Itália, em processo de unificação, aliou – se à Prússia, por estar interessada na anexação de Veneza, então sob o domínio austríaco. Com a derrota da Áustria, Veneza foi incorporada à Itália.
Com o início da Guerra Franco – Prussiana, em 1870, Napoleão III viu – se obrigado a retirar as tropas que mantinham a integridade dos domínios da Santa Sé. Aproveitando – se do fato, os exércitos italianos invadiram Roma submetendo – a aos Savóia. Roma tornou – se a capital da Itália unificada.
Muito embora a população romana apoiasse a anexação, o papa Pio IX negou – se a reconhecer a autoridade real. Confirmou – se no Vaticano – o bairro romano onde se localiza a basílica de São Pedro -, recusando as propostas de entendimento e as garantias da independência do poder político sobre o clero. Essa pendência, que ficou conhecida como Questão Romana, estendeu – se até 1929, quando foi resolvida pelo Tratado de Latrão. Esse tratado, estabelecido entre Mussolini e o papa Pio IX, criou o Estado do Vaticano, encravado em Roma mas politicamente independente, sob a chefia direta do papa.

As consegüências da unificação italiana

A unificação política italiana, consagrada por plebiscitos populares em cada uma das regiões anexadas, apesar de colocar o país em melhor situação frente aos seus poderosos vizinhos europeus, internamente beneficiou a população do norte da península. Isso porque a unificação de impostos e mercadorias favoreceu as áreas industrializadas, que passaram a receber uma parcela maior dos recursos da União.
Para a população do sul – que era basicamente agrário e, portanto, pouco desenvolvido -, a situação tornou – se mais difícil, já que as obrigações fiscais para com o reino levaram à ruína a massa camponesa. A pouca disponibilidade de capitais, agravada pela padronização dos impostos, impediu o aparecimento de pequenos proprietários mesmo quando os antigos latifundiários foram repartidos e levados a leilão, a partir de 1861.
Essas terras, adquiridas pela camada rica, fizeram ressurgir com toda a força as grandes propriedades nas regiões meridionais, uma vez que os novos senhores eram coniventes com os industriais do norte. Dessa forma, o projeto político – econômico da burguesia setentrional se impôs como regra geral para todo o Reino da Itália.

A miséria de grande parte dos habitantes do sul foi responsável pela última onda migratória europeia em fins do século XIX, dirigida para a América. Por outro lado, fez surgir o banditismo organizado, que modificaria o caráter das antigas sociedades secretas, como a Camorra, a Máfia e a Cosa Nostra, que lutavam pela independência da Sicília.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Guerra do Contestado

> Região do Contestado foi alvo de sucessivos episódios de disputas politicas e econômicas;


> Localizada entre os estados do Paraná e Santa Catarina;
> Construção da estrada de ferro interligando os estados de São Paulo e Rio Grande do Sul agravou os problemas sociais ali instalado;


> Sob a liderança do empresário norte americano Percival Farquhar (Brazil Railway Company), comprou extensa área  para construção da estrada;
> A compainha atraiu a mão – de – obra de mais 8 mil operários que participara, da obra;
> Depois de realizar a construção, a compainha utilizou um moderno maquinário para a execução desse novo empreendimento, a empresa precisou de um contigente mínimo de mão – de – obra (forçando a expulsão);
> Com a formação dessa massa de operários desempregados e camponeses desapropriados a religião de Contestado começou a apreciar um movimento;
> Vários profetas, beatos e “monges” apareceram pregando ideias de justiça, paz e comunhão que seria, estabelecidos em um movimento de inspiração religiosa;
> O primeiro desses líderes foi o beato José Maria;
> Inspirado pela lenda messiânica do antigo português D. Sebastião;
> José Maria agrupou diversos seguidores para a fundação da comunidade de Quadrado Santo (que vivia de agricultura de subsistência e do furto do gado);
> Preocupados com a formação de comunidades desse tipo, os governos estadual e federal passaram a enviar expedições militares contra a população de Quadrado Santo;
> Devido a esse fato, os sertanejos fugiram para a cidade de Faxinal do Irani (Parana);
> Em 1912, uma nova expedição militar foi mandada para entrar em confronto com os seguidores de José Maria (nesse confronto o líder acabou falecendo);
> Após esse confronto, os rebeldes começaram a reorganizar a comunidade de Quadrado Santo;

> Em 1914, o governo neutralizou;

sábado, 18 de julho de 2015

Império Maia


> Os maias viviam ao sul do atual México;
> Vários centros políticos e autônomos;
> Governos teocráticos;
> A zona urbana era habitada apenas pelos nobres (família real), sacerdotes (responsáveis pelos cultos e conhecimentos), chefes militares e administradores do império (cobradores de impostos). Os camponeses, que formavam a base da sociedade, artesão e trabalhadores urbanos faziam parte das camadas menos privilegiadas e tinham que pagar altos impostos. 



> A religião deste povo era politeísta, pois acreditavam em vários deuses ligados à natureza. Elaboraram um eficiente e complexo  calendário que estabelecia com exatidão os 365 dias do ano.
> O trato do solo se dava em um sistema rotativo de culturas visando a renovação deste, porém sem adubagem ou técnica elaborada, o que levava ao seu rápido esgotamento e consequente abandono.
> Economia era basicamente agrícola (produzindo milho, algodão e cacau);
> Por falta de matéria-prima local não conheceram também a metalurgia, mas desenvolveram importante indústria baseada na manufatura da pedra, o que lhes permitia ter armas, adereços e ferramentas de trabalho.
> Três camadas: mais alta era a da família real e dos membros do governo, a segunda constituída pelos funcionários do Estado e trabalhadores especializados e a terceira eram os agricultores e trabalhadores braçais;
> Dificil mobilidade social;
> Uso de cálculos matemáticos e de descobertas astronômicas;

> 900 d.C. – a civilização sofreu um declínio populacional e teria iniciado um processo de decadência;

terça-feira, 14 de julho de 2015

Império Asteca



> Estabeleceu – se no Vale do México;



> Capital Tenochititlan;
> A base da economia era agricultura (cultivo de milho, tomate, algodão e do tabaco);
> A terra era propriedade coletiva;
> Comércio na base da troca;
> A sociedade asteca era rigidamente hierarquizada;
> A sociedade era hierarquizada (dividida em camadas bem definidas) e comandada por um imperador, chefe do exército. A nobreza era também formada por sacerdotes e chefes militares. Os camponeses, artesãos e trabalhadores urbanos compunham grande parte da população.
> Monarquia teocrática e militarizada;
> Escrita pictográfica;
> Durante o governo do imperador Montezuma II (início do século XVI), o império asteca chegou a ser formado por quase 500 cidades e estas pagavam altos impostos para o imperador. O império asteca começou a ser arrasado em 1519 a partir das invasões espanholas. Os espanhóis dominaram os astecas e se apropriaram de grande parte dos objetos de ouro desta civilização. Não satisfeitos, ainda escravizaram os astecas, forçando-os a trabalharem nas minas de ouro e prata da região.




> Após a vitória de Otumba, Hernán Cortés regressou a Tenochtitlán, e sitiou a cidade disposto a conquistá-la. Construiu uma frota de 13 embarcações e com esses barcos conseguiu romper as defesas astecas e pode atacar a cidade de qualquer ponto. Uma epidemia de varíola foi uma arma inesperada para ajudar aos espanhóis e a derrota foi aceita com fatalismo pelo imperador Montezuma, já que imaginaram que com a chegada dos espanhóis se cumpria o mito de Quetzalcóatl, que tinha prometido voltar do Oriente.